Festival Y


FESTIVAL Y – Festival de Artes Performativas


O Festival Y foi a primeira actividade a ser realizada pela Quarta Parede, tendo a sua primeira edição decorrido em 2003. Durante o Festival decorrem várias iniciativas, como espectáculos de música, dança, performance, multimédia, teatro, workshops, mostras vídeo-dança, instalações e exposições.
O Festival Y é uma plataforma de passagem na Beira Interior das mais recentes criações na área das artes performativas produzidas em Portugal e no estrangeiro.


FESTIVAL Y#06_Outubro e Novembro 2008


Ao iniciarmos a sexta edição do Festival Y – festival de artes performativas, concretizamos o sonho iniciado em 2002: o de a região da Beira Interior ter um Festival que pudesse mostrar as novas direcções onde se movem as artes do espectáculo na sua tendência mais contaminadora de todas as disciplinas artísticas, mas também o de poder ser um referencial de todos os criadores ligados à arte contemporânea que escolheram a região para viver. É nestes dois sentidos que achamos que a Região se pode e deve mostrar. Foi com variadíssimas estruturas, autarquias e órgãos de comunicação social que construímos estes seis anos, mas foi também sem dúvida um esforço da nossa parte em congregar cidades, pessoas e estruturas para que a Região se possa mostrar em todas as suas valências. É esta cooperação que queremos realçar ao iniciar mais um Y, porque pensamos que este é o melhor caminho para deixar o discurso habitual de que vivemos “a fatalidade do interior”.
Chegamos a esta sexta edição com o Festival que idealizámos e que começámos a delinear em 2002, onde a dança, o teatro (nas suas formas mais contemporâneas), a música, a performance e as artes visuais conquistaram um espaço quase inexistente na Região. Não esquecemos evidentemente o esforço que outras estruturas têm desenvolvido com a organização de espectáculos, reafirmando a viabilidade de que estas formas de rotura com as disciplinas artísticas tenham um espaço próprio, que confirmam a tendência que não são apenas os grandes aglomerados que podem ter acesso a este tipo de espectáculos. Continuaremos a desenvolver a formação de novos públicos, certos que estes serão a melhor garantia do desenvolvimento da arte contemporânea na região, mas também com a certeza que contribuímos para o desenvolvimento e enriquecimento pessoal de cada espectador.
É pois com renovada expectativa que esperamos pelos desafios que os novos apoios às artes, ainda que com grande atraso, irão provocar na Quarta Parede e no impacto que terão na região.

Rui Sena, director artístico